domingo, 26 de abril de 2009

Lenda do Peixe e do Tubarão

Conta-se que há muitos anos atrás existiam muitos tubarões num rio perto de uma povoação. Este rio tinha muitos peixes e era aí que as pessoas dessa povoação pescavam para poder comer e também se banhavam, quando estava muito quente. Mas com tantos tubarões isso já não era possível.
Um dia apareceu um peixe muito especial. Ele era muito forte e valente. Não tinha medo de nada!
Os tubarões ouviram falar dele mas não acreditavam naquilo que se dizia e continuavam comendo todos os peixes que apanhavam.
Uma tarde, um dos tubarões enfrentou o peixe e este massacrou-o com as suas barbatanas. A partir daí o tubarão ficou com medo. Aquele peixe era mesmo forte e nenhum dos tubarões o conseguia comer. Então, estes resolveram arranjar um plano para o derrubar: cercaram-no e, embora tivesse lutado ferozmente e derrubado alguns tubarões, houve um que foi mais esperto e conseguiu que o peixe entrasse na sua boca. O peixe começou aos saltos dentro da boca do tubarão, ao mesmo tempo que esfregava as suas barbatanas, conseguindo, deste modo, provocar dor e cócegas ao tubarão. Este não aguentou e abriu a sua grande boca e o peixe escapou.
Todos tiveram conhecimento deste facto e ficaram preocupados sem saber o que fazer. Mas, mesmo assim, continuavam por ali até que um dia o peixe resolveu negociar com os tubarões: se ele conseguisse derrubar todos eles, um de cada vez, eles e os seus filhos não voltariam àquele rio. Os tubarões concordaram e, infelizmente para eles, foram todos derrotados. Fugiram e nunca mais ali apareceram.
E foi assim que o povo voltou a tomar banho naquele rio e a pescar com segurança. Mas só pescavam os peixes velhinhos, aqueles que estavam quase a morrer.

(alunos 3ºB)
(ilustração 1ºB)
A Foca e o Golfinho

Era uma vez uma foca e um golfinho que tinham a mania que eram os melhores em tudo. Eles eram amigos, jovens e cheios de força. Eram também um pouco estranhos, pois gostavam de salpicar a água com as suas barbatanas, enquanto as outras focas e os outros golfinhos preferiam estender-se ao sol ou dar saltos e mergulhos.
Um dia descobriram que haveria um torneio de focas e golfinhos. Resolveram inscrever-se já pensando na vitória. Combinaram encontrar-se no sábado seguinte, à noite, no fundo do mar, num jardim de anémonas roxas, verdes e azuis.
No dia combinado, lá estavam eles sentados num banco de anémonas a conversar, mas acabaram por se aborrecer devido a uma teima.
- Eu vou ganhar o torneio – afirmou o golfinho
- Quem ganha sou eu – retorquiu a foca, exaltando-se.
- Isso é o que veremos! – Exclamou o golfinho.
Finalmente chegou o dia do torneio. A foca estava a fazer aquecimentos e o golfinho também. Nem um “olá” se ouviu!
No momento da partida, que foi dada pelo cavalo-marinho, ambos correram o mais que puderam mas quando chegaram à meta a surpresa foi total. O avô da foca é que tinha ganho!
A foca e o golfinho sentiram-se envergonhados. Afinal tinham sido ultrapassados por quem nunca imaginaram: o avô que era bem mais velho que eles.
Voltaram para casa e nunca mais esqueceram a sua grande derrota.

“Não podemos ser bons em tudo. Há sempre alguém melhor que nós.”

(alunos 4ºB)

O Rato e o Lobo

Num dia de Arco-Íris, um ratinho muito corajoso e curioso decidiu atravessá-lo. Quando chegou ao outro lado, viu um lobo malvado.
O lobo correu em direcção ao ratinho,para apanhá-lo e matá-lo, mas este fugiu gritando:
- Socorro, socorro! Alguém me ajude!
Enquanto gritava e pedia ajuda, o ratinho entrou num buraco e aí encontrou muitos iguais a ele. Mas ele nem se apercebeu que tinha passado por um queijinho muito saboroso! Este estava preso a uma ratoeira que tinha sido preparada pelo lobo para, mais facilmente, apanhar o ratinho.
O lobo, que perseguia o rato, esqueceu-se da armadilha que tinha arranjado e meteu a pata na ratoeira.
- Alguém me acuda! Ai! Ai! Ui! – Gritava o lobo.
- Ah! Ah! Ah! Foste apanhado na tua própria armadilha! E eu ainda fiquei com o queijinho! Ah! Ah! Ah! – Ria-se o ratinho.
Alguns dias depois, o lobo e o ratinho foram vistos num jardim, em grandes brincadeiras.
O lobo aprendeu a lição: o mal que desejas aos outros pode acontecer a ti!

“O feitiço virou-se contra o feiticeiro”

(alunos 3ºA)
(Ilustração do 2ºB)
Algumas fábulas lidas na Biblioteca foram ilustradas pelos alunos do 1º ano de escolaridade.
Aqui estão três exemplos.

A abelhinha preguiçosa

O Leão e o Rato

A pequena Leiteira